Notícias

FILOSOFIA NATURISTA

Published on 25 de janeiro de 2016 under Notícias
FILOSOFIA NATURISTA

Num tempo e num mundo onde cada vez mais a violência sob as mais diversas roupagens – em lugares, ocasiões e oportunidades – toma conta da maneira de estar do homem, o NATURISMO, como filosofia e prática de vida em comum com o universo que nos rodeia, parece constituir um oásis de bem estar e de felicidade que urge preservar, divulgar e incentivar.

A comunhão dos valores tradicionais do HUMANISMO com o sentido da preservação do meio ambiente natural e da saúde física e psíquica, faz do NATURISMO uma prática de vida plena de valores, contrastando com o deserto agreste em que se vem transformando o mundo em que vivemos.

“Todos os homens nascem Livres e Iguais” – Artº 1º da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Para o naturista não só os homens nascem livres e iguais, como assim devem continuar a viver porque os valores da LIBERDADE e da IGUALDADE são pilares fundamentais da sua filosofia.

Desde logo, o naturista é um ser profundamente livre. Livre de preconceitos hipócritas que acorrentam o ser humano a posturas anti-naturais, geradoras de desvios capazes de moldar um futuro cheio de escolhos deformadores da vida em que o receio, enquanto sentimento aterrador se defende com todas as formas de violência.

A LIBERDADE no naturista assume toda a sua plenitude que, por ser física e psíquica, é a simbiose perfeita que lhe proporciona todo o bem estar, toda a harmonia quo o leva ao são relacionamento com os outros e com a NATUREZA.

A IGUALDADE no naturista começa na aceitação de si mesmo (e dos outros) tal como nasceu, tal como é e tal como se vai transformando ao longo do seu ciclo de vida. Essa assinção da vida é naturalmente transportada para a sua visão do mundo, daí resultando o seu são relacionamento com os outros e com o meio ambiente. Despido de roupagens, o naturista é igual a si mesmo, igual aos outros, respeitando a igualdade de oportunidades de vida para todos os seres que constituem o universo que o rodeia.

Neste enquadramento, o sentido da fraternidade e da solidariedade floresce naturalmente, transformando o naturista num ser em que a convivência com os outros é fraterna e solidária. Fraterna porque desde logo respeitadora. Solidária porque partilha sentidamente os grandes valores do NATURISMO.

A PAZ constitui outro valor essencial para o naturista. Ela começa afinal dentro de si e reflecte-se em todos os seus actos, quer no relacionamento humano, quer com a NATUREZA. A harmonia que sente física e psiquicamente molda a sua atitude, tornando-o um ser profundamente pacífico.

A PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE NATURAL constitui uma divisa fundamental no naturista. Ele sabe que o equilíbrio ecológico constitui condição de Mais Vida e Melhor Vida. Só uma NATUREZA harmoniosa lhe proporciona o bem estar. O desenvolvimento para o naturista não é um fim a alcançar sem princípios, bem pelo contrário – ele deverá ser feito de forma sustentada ao serviço do Homem, sem prejuízo da manutenção do equilíbrio natural fundamental para todos os seres que com ele partilham a Vida no mundo.

Todos estes valores se acentuam e purificam no naturista, resultado da sua integral nudez . Através dela o naturista capta as forças vitais existentes na NATUREZA que, de forma determinante contribuem para a sua felicidade.

O naturista não vive os “tormentos” relacionados com o exibicionismo têxtil e a obcessão sexista. Com a sua nudez psíquica o naturista não diferencia o seu próximo por aquilo que veste, nem vê no sexo uma finalidade do seu relacionamento. O naturista ama a Vida e a sua nudez plena partilhada colectivamente influencia de forma sã e positiva a sua postura sexual. Ele encara o sexo de forma natural e pratica-o de forma saudável com a(o) sua(eu) companheira(o) de forma a que lhes proporcione partilhadamente prazer do qual retiram assim todo o benefício dessa comunhão.A sensualidade no naturista reside no aproveitamento de forma ampla e integral das sensações resultantes do seu contacto físico com toda a NATUREZA, elementos e seres, absorvendo assim todo o estímulo positivo gerador de bem estar.

Para o naturista o nú não é um fim em si mesmo, mas antes o meio pelo qual alcança a harmonia psíquica e a captação física das forças vitais que emanam da NATUREZA e não pode por isso ser confundido com ausência de decoro sexual. Como escreveu o Papa João Paulo II (ainda então Bispo de Cracóvia) em “Love and Responsability”* – “O decoro sexual não pode, de nenhuma forma, ser associado ao uso de vestuário, nem a vergonha com a ausência de roupa e a total ou parcial nudez . . . A nudez como tal não deve ser equiparada ao descaramento físico. A ausência de decoro existe apenas quando a nudez desempenha um papel negativo no que respeita ao valor da pessoa, quando o seu propósito é o de resultar em apetite sexual, no qual a pessoa é colocada na posição de objecto de prazer”.

Assim, também o naturista repudia todas as formas de exibição e sujeição do corpo humano para fins de exploração comercial e física incluindo, naturalmente, a sexual. Para o naturista, a contemplação da nudez permite antes compreender a verdade humana na sua plenitude, na sua beleza e sobretudo na sua dignidade.

Informações aqui, Editora N